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O Vínculo com o bebê #1


Lembro como se fosse hoje quando vi as duas listras cor de rosa no exame de farmácia! Mesmo adulta, casada, saudável e sendo uma notícia feliz me deu aquele frio na espinha! Pensei...Será que sei cuidar de alguém? Ai ai comi bobeira ontem... bebi cerveja semana passada, pintei o cabelo, tomei um porre de vinho e pratiquei esporte pesado! Que loucura! Não tinha pernas para sair do banheiro e contar para o passarinho! Neste mesmo momento respirei fundo, tentei me recompor e conversei com a minha barriga, fiz uma oração meio bagunçada por que não estava conseguindo organizar as palavras e conversei com a minha passarinha que era um cisquinho pequenino no meu útero...Neste momento veio outro frio na espinha e eu tive a sensação que ela ouviu, entendeu e me respondeu com esse frio na espinha. Hoje a passarinha está com quatro meses e meio vejo nela o quanto foi importante o início da construção do vínculo desde a gestação. Momentos de conexão e sensibilidade! Para entender melhor vocês já pensaram que a única coisa que o bebê depende exclusivamente da mãe após o nascimento é a amamentação? Todas as outras suas necessidades básicas e fisiológicas podem ser supridas por qualquer cuidador...trocar a fralda, banho, sono, frio, calor e até mesmo o alimento quando se usa mamadeira. Vínculo se constrói com carinho, conversa, olhar e tato e colabora para o amor, companheirismo e empatia brotar no purpério!

Eu acredito que o seu bebê foi ou será feito sob medida pra você! Simples assim! E ser mãe é o intensivão mais profundo justamente naqueles pontos que você precisa se desenvolver. Sim! Pense um pouco...Onde você precisa melhorar como ser humano? Paciência? Desapego? Respeito? Resiliência?...Pense um pouco que vem... Parir (independente da via de parto) floresce tudo o que você precisa melhorar e trás a tona tudo da sua vida que ficou “mal resolvido”! Assim.....Pá Búm, na sua cara! Por isto os hormônios da gravidez nos deixam tão macias, emotivas, choronas e pensantes! O bebê está fundido com você fisicamente e emocionalmente durante a gestação, sempre pensei assim, então quando descobri a gravidez quase que instantaneamente me dei conta que precisava controlar minha cabeça e meu corpo (meu parto foi natural, mas isso fica pra outro post) e controlar no sentido mais puro da palavra! Sabe aquele palavrão no trânsito? Sabe aquela pessoa do trabalho que você tem vontade de matar? Sabe quando o passarinho faz algo que você não gosta? Tudo isso produz cortisol e toxinas no organismo e claro eu não queria toxinas na passarinha! No mesmo da gestação o bebê e a mamãe estão fundidos fisicamente e emocionalmente, alimentando-se do mesmo sangue. O bebê vive como se tudo que é vivido pela mãe fosse dele, tudo aquilo que a preocupa ou que rejeita. Estar grávida é como ter o coração aberto, com suas misérias, alegrias, inseguranças, com todas as situações que precisam ser resolvidas, com o que lhes falta compreender.... E como não conseguimos mudar as ações das pessoas e do mundo precisamos trabalhar na forma que os acontecimentos afetam vocês. Isto está no seu controle! Decidi escrever uma série de três posts sobre este assunto. Quais ações podem ajudá-la a se blindar e iniciar o vínculo com o bebê na gestação? Este é o assunto do próximo post, o segundo da nossa série sobre vínculo!  Então fiquem atentos porque esta historia boa, não termina por aqui!